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FÁBIO SORMANI E PVC ELEVAM TOM DE DEBATE NO 'EXPEDIENTE FUTEBOL'

Data da postagem:11/01/2017

ormani e PVC elevam tom sobre cotas de TV e pontos corridos x mata-mata (Reprodução)

O programa 'Expediente Futebol', do FOX Sports, foi palco para um debate quente na tarde desta terça-feira (10) entre os comentaristas Fábio Sormani e Paulo Vinicius Coelho. Segundo o UOL Esporte, Sormani criticou a atual fórmula de disputa do Campeonato Brasileiro, por pontos corridos, e chegou até a defender o fim de rebaixamento, por conta da desigual distribuição do dinheiro da TV aos clubes. Já PVC rebateu, argumentando que, diferentemente do que o colega falava, é possível ocorrerem surpresas, sim, mesmo que a competição não seja disputada em mata-mata, como ocorreu com o Leicester na última temporada da Premier League.

''Eu acho que o campeonato de pontos corridos não é justo. O mata-mata é muito mais justo, porque possibilita a surpresa. O campeonato de pontos corridos não possibilita. É justo confrontar um time com orçamento de R$ 450 milhões contra outra de R$ 80 milhões? Claro que não. Só ficam equiparados quando tem o mata-mata e nele vem a surpresa no futebol'', afirmou, enfático, inicialmente, Sormani. ''Se não tiver uma modificação na distribuição do dinheiro (da televisão), o futebol vai ficar concentrado nas regiões sul e sudeste do Brasil, a menos que você acabe com o rebaixamento, eleja equipes, como acontece nos Estados Unidos em todos os esportes, com franquia em cada região, em cada cidade importante do país, para que não fique órfão de esportes. Enquanto não acontecer aqui, vamos ter uma gangorra, Santa Cruz sobe num ano e desce no outro. É injusto o campeonato de pontos corridos e essa distribuição de dinheiro'', comentou.

Foi então que PVC, mais calmo, resolveu cutucar o colega por uma imprecisão no seu discurso inflamado: ''Só brincar com o Sormani um pouquinho, porque esse assunto dá pano pra manga: 'O campeonato de pontos corridos não permite surpresa' (você afirmou). Que o diga o Leicester.''

Sormani, então, reagiu: ''Essa é a exceção que confirma a regra. Cita outro'', desafiou.

''Tudo bem, mas permite surpresa. O Verona, o Deportivo La Coruña…'', começou a dar exemplos Paulo Vinicius Coelho. Em vão. Sormani estava irredutível em sua posição.

''Não permite surpresa. Vê o dinheiro que o Leicester trabalha'', comentou, no que PVC o rebateu: ''Muito menos que o Manchester United, Liverpool, Chelsea e Arsenal…''

''Mas consegue com o dinheiro que tem contratar bons jogadores. Pergunta se o Santa Cruz consegue'', retrucou Sormani. ''Mas é a surpresa. Você disse que não permite a surpresa. Verona, Deportivo La Coruña, Valencia, Leicester. Permite'', enfatizou PVC.

''Nos países pobres, não'', insistiu o colega, irritado.

''Mas aí você mudou…'', disse, incrédulo, PVC, com a nova colocação do companheiro de Fox.

''Fala uma surpresa desde que o campeonato passou a ser em pontos corridos aqui no Brasil'', seguiu desafiando Sormani.

''O Lanús na Argentina é um país pobre?'', brincou PVC. ''Primeiro você disse que não permitia surpresa, depois surpresa em país pobre e eu falei o Lanús, o Arsenal de Sarandí.''

''Fala uma surpresa no Brasil. Lá na Argentina os clubes estão falidos, estão todos na mesma linha, aqui não estão. Fala uma surpresa no Brasil'', desafiou novamente Sormani, no que PVC respondeu, rindo: ''São Cristóvão, em 1926, Bangu em 1966.''

Mas Sormani seguiu com a cara fechada, e questionou, sério: ''(Fale uma surpresa) desde que começou os pontos corridos.''

''O Atlético-PR quase foi campeão em 2004, foi vice-campeão'', mencionou Paulo Vinicius. Mas Sormani não se contentou: ''Pois é, não foi. PVC, você é um cara inteligente.''

A partir daí, PVC demonstrou irritação e também elevou o tom da voz, incomodado com as voltas do colega de Fox nos assuntos. E o bate-boca seguiu no programa…

PVC: ''Vamos lá, vamos ser justos nisso aqui. Você falou que não permitia surpresa e eu falei a surpresa. Pera aí, pera aí. Você falou que não permitia em país pobre e eu falei exemplo de time de país pobre. Falou no Brasil e eu falei do Atlético-PR.''

Sormani: ''PVC, você é um cara inteligente, estudioso, não é o dono da verdade e nem eu.''

PVC: ''Não sou. Lógico que não.''

Sormani: ''Só quero dizer o seguinte: os times brasileiros, quando se organizarem e acabarem com essa bagunça administrativa, não tem mais surpresa, vai ser impossível ganhar de time grande.''

PVC: ''O Palmeiras tinha dinheiro no ano passado, mas o Palmeiras campeão brasileiro em 2016 era um time que não passava de nono lugar desde 2009. O Flamengo, terceiro colocado e quase vice-campeão, não passava de décimo lugar desde 2011.''

Sormani: ''Porque eram mal administrados.''

PVC: ''Então estamos falando de campeonato em pontos corridos, que tem dinheiro, e de surpresas falei que teve, inclusive em países pobres.''

Sormani: ''Nenhuma delas me convenceu. Vê se no México tem.''

PVC: ''Mas no México não é pontos corridos.''

Sormani: ''Durante a fase de classificação, vê se alguma zebra chega no mata-mata no México.''

PVC: Vamos voltar aqui atrás. O ponto central é que de fato é importante conseguir distribuir o dinheiro de uma forma o mais equivalente possível, o que acontece na Inglaterra.''

Sormani: ''Claro, pensei que você era contra isso, também.''

PVC: ''Embora o Leicester tenha muito menos dinheiro que Manchester United, Liverpool e Chelsea. O Leicester tem um bom orçamento, mas não é um orçamento que permitisse pensar em ser campeão… Importante acabar com esse Tratado de Tordesilhas que é o mapa do futebol brasileiro. Só tem lado leste. Não tem Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Manaus. A gente acaba em Belém e Goiânia. É importante distribuir o dinheiro de forma mais equivalente, mas isso não significa necessariamente acabar nem não acabar os os pontos corridos. Não existe milagre em varinha de condão. Durante muito tempo se dizia: 'Ah, se fizer os pontos corridos, vão se resolver todos os problemas'. Não resolveu. E também não é transformar em mata-mata, porque tinha mata-mata e não resolvia todos os problemas. O ponto é ter um calendário e uma organização de campeonatos.''

Sormani: ''PVC, eu não tô falando isso.''

PVC: ''Eu não tô falando que você falou.''

Sormani: ''PVC, qual foi a receita do Chelsea com dinheiro da televisão na temporada passada?''

PVC: ''Ela foi muito maior que a do Leicester.''

Sormani: ''Não, você sabe todos os números, fala pra mim quanto ganhou.''

PVC: ''Mas eu não tenho os números de cabeça aqui.''

Sormani: ''Quanto ganhou o Leicester?''

PVC: Hã?''

Sormani: ''Quanto ganhou o Leicester?''

PVC: ''Ganha em torno 40% a menos do que ganhou o Chelsea que era campeão na temporada anterior.''

Sormani: ''40%? É muito menos do que isso. Só que aqui no Brasil Flamengo e Corinthians ganham R$ 170 milhões, e o Atlético-PR ganha R$ 50 milhões. então não dá pra ter surpresa.''

PVC: ''Mas até 2009 não era assim. Você sabe quanto era em 2009, não sabe?''

Sormani: ''Quanto era?''

PVC: ''Eram R$ 26 milhões que ganhavam Flamengo, Vasco, Palmeiras, São Paulo e Corinthians, eram R$ 21 milhões que ganhava o Santos, e eram R$ 18 milhões que ganhavam Grêmio, Internacional, Atlético e Cruzeiro.''

Sormani: ''Tá, tá. Eram todos times grades do sul e do sudeste. Quanto ganhavam os times do Nordeste?''

PVC: ''Ganhavam perto de R$ 15 milhões.''

Sormani: ''Ah PVC. traz os números pra mim, mostra pra mim o que você tá dizendo. Eu não acredito.''

PVC: ''Só pegar os contratos.''

Sormani: ''Eu não acredito. Você tá enganado.''

PVC: ''Tudo bem, mas eu não tô enganado, não.''

Fonte:http://www.esporteemidia.com/2017/01/fabio-sormani-e-paulo-vinicius-coelho.html


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